O crescimento da produção científica sobre fotobiomodulação tem reforçado a importância do laser e do LED como recursos terapêuticos complementares na assistência de enfermagem. Estudos publicados nos últimos anos vêm demonstrando benefícios relacionados ao controle da dor, redução da inflamação, aceleração do processo cicatricial e melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Embora a terapia luminosa já seja utilizada há décadas, a quantidade de pesquisas clínicas e revisões sistemáticas aumentou significativamente, permitindo maior compreensão sobre seus mecanismos biológicos e suas aplicações clínicas.

Na prática assistencial, enfermeiros habilitados têm incorporado a tecnologia principalmente no tratamento de feridas complexas, úlceras venosas, lesões diabéticas, lesões por pressão e cuidados paliativos. A fotobiomodulação também vem sendo estudada em protocolos voltados à prevenção de complicações decorrentes de tratamentos oncológicos, como a mucosite oral.

Pesquisadores ressaltam, entretanto, que a eficácia depende da correta seleção dos parâmetros terapêuticos. A utilização inadequada da energia luminosa pode reduzir os resultados esperados, reforçando a necessidade de capacitação específica e atualização permanente dos profissionais.

À medida que novas evidências são publicadas, cresce também a padronização dos protocolos clínicos e a busca por maior integração entre pesquisa científica, educação continuada e assistência ao paciente.